Literatura Europeia: O Romance – quatro vestígios numa longa viagem
Será Jane Austen uma autora popular que se aborrecia em casa e escreveu sempre sobre as mesmas coisas? E James Joyce? É justo considerá-lo como um autor “difícil” (Ulisses) ou mesmo “ilegível” (Finnegans Wake)? Poderemos considerar a obra de Virginia Woolf como o reflexo da mente de uma senhora “perturbada” e um pouco excêntrica? E quanto a Ian McEwan? A sua obra resistirá ao tempo ou ficará apenas como o resultado das divagações de um homem “sob a influência”?
Nestas “conversas”, destinadas aos não especialistas, tentarei demonstrar que o interesse – e o prazer – de ler estes autores passa pela observação das suas trajectórias, isto é, das suas vidas e obras num contexto familiar, artístico, social, político e histórico. Falarei da vida de cada autor, da sua obra, das influências que sofreu e das “marcas” que deixou.
Estas “conversas” durarão 1h30, com projecção de imagens. No final, cada sessão abrir-se-á aos comentários dos espectadores.
15 de Janeiro – Jane Austen: o romance tornado burguês
11 de Fevereiro – James Joyce: o romance como música das palavras
11 de Março – Virginia Woolf: o romance como corrente da consciência
8 de Abril – Ian McEwan: o romance urbano do novo milénio